quinta-feira, 8 de março de 2012

MAIS UMA ETAPA...VAMOS LÁ?

Ao ler os quatro primeiros capítulos de A morte e a morte de Quincas Berro D'água, comentem sobre:
1. As incertezas sobre a morte de Quincas.
2. A imagem que a família queria passar a respeito da personagem principal.
3.Os perfis de um Quincas de antes e do Quincas de agora.
Uma ótima produção, até 15.03.
Abraços,
Pró Manoela

3 comentários:

  1. Alunos:

    Caroline
    Henrique
    Tarcisio
    Roberto

    1 - A morte de Quincas foi rodeada de varias incertezas primeiro veio a família de Quincas, queria passar a visão de uma morte sem tragédia alguma, onde não se tinha clareza sobre hora, local e frase derradeira dele. A família sendo apoiada por vizinhos e conhecidos, continuam afirmando a versão da tranqüila morte matinal, sem testemunhas. Mas se tem outra versão de que testemunhas idôneas, entre as quais Mestre Manuel e Quitéria do Olho Arregalado, avistou Quincas mergulhando no mar da Bahia e viajou para sempre, para nunca mais voltar. Mas por ele ser um homem que algum dia teve uma boa índole, e agora viveras nas lacunas da vida, teria morrido sim há muito tempo porem moralmente não por morte física. Então a morte dele acaba se tornando uma interrogação onde é preciso analisar seus diferentes pontos.

    2 - A família desejava passar a imagem do homem decente cercado de estima, responsável de boa família, dedicado a esposa e aos filhos, funcionário exemplar da Mesa de Renda Estadual, visto com respeito pelos vizinhos, um homem que possuía status social.

    3 - O Quincas do passado era um homem muito, decente, cercado da estima e do respeito d todos. Quincas Berro D’água era o respeitável Joaquim Soares da Cunha, de boa família, exemplar funcionário da Mesa de Rendas Estadual, de passo medido, barba escanhoada, paletó negro de alpaca, pasta sob o braço, ouvido com respeito pelos vizinhos, opinando sobre o tempo e a política, jamais visto num botequim, de cachaça caseira e comedida. Em realidade, num esforço digno de todos os aplausos.

    Mas agora ele só estava sendo respeitado por amigos de jogos e por companheiros de beber cachaça, que em plena manhã estava jogado ao chão sujo maltrapilho. A ponto de seu nome não ser pronunciado e seus feitos não serem comentados na presença inocente das crianças, para as quais o avô Joaquim, de saudosa memória, morrera decentemente, cercado da estima e do respeito de todos.

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  3. Glediane
    Joicileide
    Bruna
    Adriana

    # primeira morte, portanto, se dá quando ele decide deixar de ser um cidadão venerável para se transformar em Quincas Berro d’Água, boêmio errante que abandona seu posto de esposo e pai e se lança de corpo e alma na vadiagem, particularmente no álcool, daí o novo nome pelo qual passa a ser conhecido.

    Com sua segunda morte, a família pode finalmente viver seu luto, embora apenas na aparência, pois, no fundo, estão aliviados com os novos acontecimentos. Agora a filha Vanda, o genro Leonardo, Tia Marocas e seu irmão caçula, Eduardo, não precisam mais carregar, diante da sociedade, o fardo da desonra.

    Como uma prestação de contas diante do grupo social, eles resolvem enterrar o que já passou e providenciam uma máscara de dignidade para Joaquim, oferecendo-lhe um velório e um enterro dispendiosos. Mas seus companheiros de farra, ao perceberem no rosto do morto um sorriso cínico e debochado, quase como um sinal da futura revanche, crêem que Quincas está vivo e sequestram o defunto para uma noitada inesquecível.

    Daí em diante a confusão está instaurada, pois ninguém mais sabe quando, afinal, o morto morreu, já que, mais tarde, o barco em que os amigos se encontram com Quincas é assaltado por ondas furiosas, e é neste instante que eles decretam a verdadeira passagem do companheiro para o reino da morte.

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